terça-feira, 9 de junho de 2009

Auto-Imagem e Auto-Estima

(Provérbios 23:7) - Porque, como ele pensa consigo mesmo, assim é. “Como imaginou em sua alma, assim é...”

INTRODUÇÃO

Quem sou eu? Qual o meu valor? A resposta a essas perguntas depende do nosso conceito pessoal, que é chamado de AUTO-ESQUEMA.

A. COMPREENDENDO CONCEITOS

1. AUTO-IMAGEM OU AUTOCONCEITO –

Que é auto imagem? É o conceito que tenho de mim mesmo, que vai sendo formado desde o ventre materno. Minha auto-avaliação de minha aparência e capacidades físicas. O que penso, o que sinto a meu respeito. Minha atitude para comigo.

2. AUTO-ESTIMA

Minha avaliação pessoal. Qual o meu valor. Pense em três qualidades positivas e três negativas que você tem. Quais vieram primeiro? Pesquisa demonstra que 95% das pessoas se sentem inferiores. Por que?

Tu és o que tu vês e tu tens o que tu dizes.

3. EXEMPLOS BÍBLICOS

a. Gideão

• Vítima das circunstâncias - (JZ 6:11) - Então o anjo do Senhor veio... Gideão estava malhando o trigo no lagar para o esconder dos midianitas.
• Uma mensagem positiva - (JZ 6:12) - Apareceu-lhe então o anjo do Senhor e lhe disse: O Senhor é contigo, ó homem valoroso.
• A cegueira - (JZ 6:13) - Gideão lhe respondeu: Ai, senhor meu, se o Senhor é conosco, por que tudo nos sobreveio? e onde estão todas as suas maravilhas que nossos pais nos contaram, dizendo: Não nos fez o Senhor subir do Egito? Agora, porém, o Senhor nos desamparou, e nos entregou na mão de Midiã.

(JZ 6:14) - Virou-se o Senhor para ele e lhe disse: Vai nesta tua força, e livra a Israel da mão de Midiã; porventura não te envio eu?

• Complexo de inferioridade - (JZ 6:15) - Replicou-lhe Gideão: Ai, senhor meu, com que livrarei a Israel? eis que a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu o menor na casa de meu pai.
• A Promessa (JZ 6:16) - Tornou-lhe o Senhor: Porquanto eu hei de ser contigo, tu ferirás aos midianitas como a um só homem.
• Insegurança (JZ 6:17) - Prosseguiu Gideão: Se agora tenho achado graça aos teus olhos, dá-me um sinal de que és tu que falas comigo.
• Medo da presença de Deus - (JZ 6:22) - Vendo Gideão que era o anjo do Senhor, disse: Ai de mim, Senhor Deus! pois eu vi o anjo do Senhor face a face.
• A paz que brota da cura - JZ 6:23) - Porém o Senhor lhe disse: Paz seja contigo, não temas; não morrerás.

(JZ 6:24) - Então Gideão edificou ali um altar ao Senhor, e lhe chamou Jeová-Salom; e ainda até o dia de hoje está o altar em Ofra dos abiezritas.

b. Moisés

• Notícia alvissareira - (ÊX 3:7) - Então disse o Senhor(Jeová mesmo, o Grande Eu SOU O QUE SOU): Com efeito tenho visto a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheço os seus sofrimentos;
• Mensagem de esperança (ÊX 3:8) - e desci para o livrar da mão dos egípcios, e para o fazer subir daquela terra para uma terra boa e espaçosa, para uma terra que mana leite e mel...
• O chamado (ÊX 3:10) - Agora, pois, vem e eu te enviarei a Faraó, para que tires do Egito o meu povo, os filhos de Israel.
• Complexo de inferioridade – CRISE DE IDENTIDADE (ÊX 3:11) - Então Moisés disse a Deus: Quem sou eu, para que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel?
• Promessa (ÊX 3:12) - Respondeu-lhe Deus: Certamente eu serei contigo; e isto te será por sinal de que eu te enviei: Quando houveres tirado do Egito o meu povo, servireis a Deus neste monte.
• Auto-imagem negativa – CRISE DE CREDIBILIDADE (ÊX 4:1) - Então respondeu Moisés: Mas eis que não me crerão, nem ouvirão a minha voz, pois dirão: O Senhor não te apareceu.
• Mudando a visão (ÊX 4:2) - Ao que lhe perguntou o Senhor: Que é isso na tua mão? Disse Moisés: Uma vara.

(ÊX 4:3) - Ordenou-lhe o Senhor: Lança-a no chão. Ele a lançou no chão, e ela se tornou em cobra; e Moisés fugiu dela.

(ÊX 4:4) - Então disse o Senhor a Moisés: Estende a mão e pega-lhe pela cauda (estendeu ele a mão e lhe pegou, e ela se tornou em vara na sua mão);

(ÊX 4:5) - para que eles creiam que te apareceu o Senhor, o Deus de seus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.

(ÊX 4:6) - Disse-lhe mais o Senhor: Mete agora a mão no seio. E meteu a mão no seio. E quando a tirou, eis que a mão estava leprosa, branca como a neve.

(ÊX 4:7) - Disse-lhe ainda: Torna a meter a mão no seio. (E tornou a meter a mão no seio; depois tirou-a do seio, e eis que se tornara como o restante da sua carne.)

(ÊX 4:8) - E sucederá que, se eles não te crerem, nem atentarem para o primeiro sinal, crerão ao segundo sinal.

(ÊX 4:9) - E se ainda não crerem a estes dois sinais, nem ouvirem a tua voz, então tomarás da água do rio, e a derramarás sobre a terra seca; e a água que tomares do rio tornar-se-á em sangue sobre a terra seca.

• Auto-imagem baixa – CRISE DE HABILIDADE (ÊX 4:10) - Então disse Moisés ao Senhor: Ah, Senhor! eu não sou eloqüente, nem o fui dantes, nem ainda depois que falaste ao teu servo; porque sou pesado de boca e pesado de língua.
• O Deus que chama capacita (ÊX 4:11) - Ao que lhe replicou o Senhor: Quem faz a boca do homem? ou quem faz o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o Senhor?

(ÊX 4:12) - Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar.

• Passividade da vontade gera indisponibiliade – CRISE DE DISPONIBILIDADE (ÊX 4:13) - Ele, porém, respondeu: Ah, Senhor! envia, peço-te, por mão daquele a quem tu hás de enviar.
• Enfrentando a ira de Deus - (ÊX 4:14) - Então se acendeu contra Moisés a ira do Senhor, e disse ele: Não é Arão, o levita, teu irmão? eu sei que ele pode falar bem. Eis que ele também te sai ao encontro, e vendo-te, se alegrará em seu coração.

(ÊX 4:15) - Tu, pois, lhe falarás, e porás as palavras na sua boca; e eu serei com a tua boca e com a dele, e vos ensinarei o que haveis de fazer.

(ÊX 4:16) - E ele falará por ti ao povo; assim ele te será por boca, e tu lhe serás por Deus.

c. Os espias – Números 13:28-

• Comprovam a veracidade da promessa - E, dando conta a Moisés, disseram: Fomos à terra a que nos enviaste. Ela, em verdade, mana leite e mel; e este é o seu fruto.
• Mudança de foco - Contudo o povo que habita nessa terra é poderoso, e as cidades são fortificadas e mui grandes. Vimos também ali os filhos de Anaque. Os amalequitas habitam na terra do Negebe; os heteus, os jebuseus e os amorreus habitam nas montanhas; e os cananeus habitam junto do mar, e ao longo do rio Jordão.
• Visão adequada da circunstância - Então Calebe, fazendo calar o povo perante Moisés, disse: Subamos animosamente, e apoderemo-nos dela; porque bem poderemos prevalecer contra ela.
• Auto-imagem negativa - Disseram, porém, os homens que subiram com ele: Não poderemos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nós.
• Assim, perante os filhos de Israel infamaram a terra que haviam espiado, dizendo: A terra, pela qual passamos para espiá-la, é terra que devora os seus habitantes; e todo o povo que vimos nela são homens de grande estatura. Também vimos ali os nefilins, isto é, os filhos de Anaque, que são descendentes dos nefilins; éramos aos nossos olhos como gafanhotos; e assim também éramos aos seus olhos.

Dano causado por uma liderança de auto-estima e auto-imagem negativa:

• Desespero - (NM 14:1) - Então toda a congregação levantou a voz e gritou; e o povo chorou naquela noite.
• Murmuração (NM 14:2) - E todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e Arão;
Desânimo - e toda a congregação lhes disse: Antes tivéssemos morrido na terra do Egito, ou tivéssemos morrido neste deserto!
• Incredulidade e revolta contra Deus (NM 14:3) - Por que nos traz o Senhor a esta terra para cairmos à espada? Nossas mulheres e nossos pequeninos serão por presa. Não nos seria melhor voltarmos para o Egito?
• Rebelião -(NM 14:4) - E diziam uns aos outros: Constituamos um por chefe e voltemos para o Egito.

(NM 14:5) - Então Moisés e Arão caíram com os rostos por terra perante toda a assembléia da congregação dos filhos de Israel.

(NM 14:6) - E Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, que eram dos que espiaram a terra, rasgaram as suas vestes;

(NM 14:7) - e falaram a toda a congregação dos filhos de Israel, dizendo: A terra, pela qual passamos para a espiar, é terra muitíssimo boa.

(NM 14:8) - Se o Senhor se agradar de nós, então nos introduzirá nesta terra e no-la dará; terra que mana leite e mel.

(NM 14:9) - Tão somente não sejais rebeldes contra o Senhor, e não temais o povo desta terra, porquanto são eles nosso pão. Retirou-se deles a sua defesa, e o Senhor está conosco; não os temais.

(NM 14:10) - Mas toda a congregação disse que fossem apedrejados. Nisso a glória do Senhor apareceu na tenda da revelação a todos os filhos de Israel.

• Colheita de sua própria visão e confissão (NM 14:11) - Disse então o Senhor a Moisés: Até quando me desprezará este povo? e até quando não crerá em mim, apesar de todos os sinais que tenho feito no meio dele?

(NM 14:12) - Com pestilência o ferirei, e o rejeitarei; e farei de ti uma nação maior e mais forte do que ele.

(NM 14:21) - tão certo, porém, como eu vivo, e como a glória do Senhor encherá toda a terra,

(NM 14:22) - nenhum de todos os homens que viram a minha glória e os sinais que fiz no Egito e no deserto, e todavia me tentaram estas dez vezes, não obedecendo à minha voz,

(NM 14:23) - nenhum deles verá a terra que com juramento prometi a seus pais; nenhum daqueles que me desprezaram a verá.

(NM 14:27) - Até quando sofrerei esta má congregação, que murmura contra mim? tenho ouvido as murmurações dos filhos de Israel, que eles fazem contra mim.

(NM 14:28) - Dize-lhes: Pela minha vida, diz o Senhor, certamente conforme o que vos ouvi falar, assim vos hei de fazer:

(NM 14:29) - neste deserto cairão os vossos cadáveres; nenhum de todos vós que fostes contados, segundo toda a vossa conta, de vinte anos para cima, que contra mim murmurastes,

(NM 14:30) - certamente nenhum de vós entrará na terra a respeito da qual jurei que vos faria habitar nela, salvo Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num.

(NM 14:31) - Mas aos vossos pequeninos, dos quais dissestes que seriam por presa, a estes introduzirei na terra, e eles conhecerão a terra que vós rejeitastes.

(NM 14:32) - Quanto a vós, porém, os vossos cadáveres cairão neste deserto;

(NM 14:33) - e vossos filhos serão pastores no deserto quarenta anos, e levarão sobre si as vossas infidelidades, até que os vossos cadáveres se consumam neste deserto.

(NM 14:34) - Segundo o número dos dias em que espiastes a terra, a saber, quarenta dias, levareis sobre vós as vossas iniqüidades por quarenta anos, um ano por um dia, e conhecereis a minha oposição.

(NM 14:35) - Eu, o Senhor, tenho falado; certamente assim o farei a toda esta má congregação, aos que se sublevaram contra mim; neste deserto se consumirão, e aqui morrerão.

(NM 14:36) - Ora, quanto aos homens que Moisés mandara a espiar a terra e que, voltando, fizeram murmurar toda a congregação contra ele, infamando a terra,

(NM 14:37) - aqueles mesmos homens que infamaram a terra morreram de praga perante o Senhor.

B – FONTES DA AUTO-IMAGEM

1. Relacionamento Defeituoso entre Pais e Filhos
2. Pensamentos Infundados
3. Influências da Sociedade
4. Expectativas irrealistas
5. O pecado
6. Interpretações erradas do ensino bíblico

C – OS EFEITOS DA BAIXA AUTO-ESTIMA

D – COMO LEVANTAR A AUTO-IMAGEM E AUTO-ESTIMA

Os auto-conceitos negativos, que nos levam a comparar-nos com os outros e nos escravizam com complexos de inferioridade, esquecidos de nossa identidade em Cristo, levam-nos ao pecado da insatisfação e busca de encarnar a identidade de outra pessoa em vez de desenvolver o potencial de Deus em nós.

Somos o produto da visão que alimentamos de nós mesmos. Qual a fonte que alimenta a visão que você faz de si mesmo?

(1) Se for o eu, você se tornará orgulhoso, prepotente, vaidoso, soberbo.
(2) Se for os conceitos que outros revelam ao seu respeito você se tornará um joguete manipulado pelas opiniões alheias
(3) Se forem as memórias de experiências negativas você será um escravo do passado e nunca desenvolverá seu potencial
(4) Se for o que você é em Cristo entrará num processo de desenvolvimento de tudo quanto Deus projetou que você fosse em Cristo. E Ele diz a seu respeito: (GN 12:2) - Eu farei de ti uma grande nação; abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome; e tu, sê uma bênção.

• Deus disse: Sai-te da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu pai, - ROMPE COM O PASSADO QUE TE SEPARA DO MEU PROJETO PARA TI
• para a terra que eu te mostrarei. – ENTRA NA AVENTURA DO CAMINHO DA FÉ
• Eu farei de ti uma grande nação; - ENTRA NO CAMINHO DA MULTIPLICAÇÃO
• abençoar-te-ei,; e tu. – ENTRA NO CAMINHO DA PROSPERIDADE
• e engrandecerei o teu nome – ENTRA NA COMPAHIA DOS NOBRES
• sê uma bênção – MARCA TUA GERAÇÃO
• Abençoarei aos que te abençoarem, - ENTRA NO ESPÍRITO DA ALIANÇA
• e amaldiçoarei àquele que te amaldiçoar; - IGNORA OS ADVERSÁRIOS
• e em ti serão benditas todas as famílias da terra. – TOCA AS FUTURAS GERAÇÕES

Abraão creu em Deus e isso lhe foi imputado como justiça (Rm. 4:3) (HB 11:8) - Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, saindo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia.

(HB 11:9) - Pela fé peregrinou na terra da promessa, como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa;

(HB 11:10) - porque esperava a cidade que tem os fundamentos, da qual o arquiteto e edificador é Deus

A BASE DE NOSSA AUTO-IMAGEM E AUTO-ESTIMA ESTÁ EM CRISTO.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

O misterioso Melquisedeque

Se alguém nos pedisse para citar o nome das pessoas mais importantes do Antigo Testamento, duvido que Melquisedeque estaria em nossa lista. Ele aparece uma vez em Gênesis 14.17-24 e é novamente mencionado em Salmos 110.4. Dificilmente seria considerado um personagem de destaque. Mas o Espírito Santo voltou ao Antigo Testamento e usou essas duas passagens para apresentar uma verdade crucial: o sacerdócio de Jesus Cristo é superior ao de Arão, porque a “ordem de Melquisedeque” é superior a “ordem de Levi”.

Em Hebreus 7, o autor argumenta que, o sacerdócio de Cristo é superior em sua ordem. Em Hebreus 8, a ênfase é sobre a aliança superior de Cristo; Hebreus 9 enfatiza a superioridade de seu santuário, e Hebreus 10 conclui a seção argumentando em favor do sacrifício superior de Cristo.

O povo de Israel estava habituado ao sacerdócio da tribo de Levi. Essa tribo foi escolhida por Deus para servir no tabernáculo (Ex 29; Nm 18). Arão foi o primeiro sumo sacerdote nomeado por Deus. Apesar de suas muitas falhas, os sacerdotes serviram a Deus durante séculos; mas, agora, o autor de Hebreus afirma que tal sacerdócio acabou! A seguir veremos quais argumentos o autor nos mostra, a fim de provar que a “ordem de Melquisedeque” é superior à de Arão:

1] O argumento histórico: Melquisedeque e Abraão (Hb 7.1-10)

O relato desse acontecimento encontra-se em Gn 14.17-24, de modo que é importante fazer uma leitura dessa passagem. O autor da epístola aos Hebreus deseja que seus leitores observem vários fatos acerca desse homem misterioso chamado Melquisedeque.

Ele era rei e sacerdote (vs 1) – devemos atentar para o fato que no sistema do Antigo Testamento, o trono e o altar eram separados. As pessoas que tentaram usurpar o sacerdócio foram julgadas por Deus. Todavia, vemos aqui um homem que exercia duas funções: a de rei e a de sacerdote! Arão nunca teve este privilégio. É importante observar que Melquisedeque não era uma “imitação” de sacerdote, antes, era “sacerdote do Deus Altíssimo” (Gn 14.18-22). Seu ministério era legítimo.

Seu nome é sugestivo (vs 2b) – Na Bíblia, muitas vezes os nomes e seus significados são importantes. Hoje em dia, escolhemos os nomes dos nossos filhos sem maior consideração por seu significado, mas não era assim nos tempos bíblicos. Em hebraico, o nome Melquisedeque significa “rei de justiça” – malki: meu rei; tsedek: justiça. A palavra “Salém” – significa “paz” (está ligado a shalom). Portanto o nome Melquisedeque pode ser: “rei de justiça” quanto “rei de paz”. A “justiça” e a “paz” aparecem juntas com freqüência nas Escrituras (Sl 85.10; Is 32.17; Tg 3.17,18; Hb 12.10,11).

Seu histórico familiar é diferente (vs 3) – Melquisedeque era um homem (Hb 7.4), de modo que teve pai e mãe. No entanto, não há registro algum de sua genealogia no Antigo Testamento. Trata-se de algo significativo, pois os antepassados da maioria das pessoas mais relevantes do Antigo Testamento são identificados. Era especialmente importante que os sacerdotes tivessem como comprovar sua linhagem (Ed 2.61-63; Ne 7.63-65). Aqui o autor de Hebreus usa de um argumento baseado no silêncio, mas que, ainda assim, não deixa de ser válido.

Melquisedeque não era um anjo nem uma criatura sobre-humana; também não era uma manifestação de Jesus Cristo no Antigo Testamento. Era um homem de verdade, um rei de verdade, em uma cidade de verdade. Mas, no que se refere aos registros, ele nunca nasceu nem morreu. Nesse sentido, ele é um retrato do Senhor Jesus Cristo, o Filho eterno de Deus. Apesar de Jesus Cristo ter morrido, o Calvário não foi o fim; Ele ressuscitou dentre os mortos e, hoje, vive “segundo o poder da vida indissolúvel” (Hb 7.16). A aplicação é clara: nem Arão nem qualquer um de seus descendentes poderiam afirmar ser “sem genealogia” (Hb 7.3), ter um ministério sem fim nem declarar sacerdote e rei, como Jesus Cristo.

2) O argumento doutrinário: Cristo e Arão (Hb 7.11-25)

O autor avança mais um passo em sua argumentação. Melquisedeque não apenas é maior do que Arão, como também tomou o lugar de Arão! Não é mais “a ordem de Arão” ou a “ordem de Levi”. É, para sempre, “a ordem de Melquisedeque”. Agora você está perguntado: Por que Deus realizou uma mudança tão radical?

Porque tanto o sacerdócio quanto a Lei eram imperfeitos (vv. 11-14)



As palavras traduzidas por “perfeito” e termos correlatos são palavras-chave nesta epístola (Hb 2.10;5.9;6.1;7.11,19;9.9). Significam, essencialmente, “completado, cumprido”. Os sacerdotes do Antigo Testamento não eram capazes, por meio do seu ministério, de completar a obra de Deus no coração do adorador (Hb 7.19). Os sacrifícios de animais não tornavam o adorador algum perfeito aos olhos de Deus (Hb 10.1-3). A lei foi adicionada para servir de “aio” a fim de preparar o caminho para a vinda de Cristo (Gl 3.19; 4.7).

A lei de Moisés não permitia um sacerdote da tribo de Judá (Hb 7.14). Uma vez que o nosso sumo sacerdote é da tribo de Judá, de acordo com sua linhagem humana, então alguma mudança deve ter ocorrido na Lei de Moisés. E foi exatamente isso o que aconteceu! Todo o sistema da Lei do A.T cumpriu-se em Jesus Cristo e foi tirado do caminho (Cl 2.13,14). O cristão foi liberto da lei (Gl 5.1-6) e está morto para a Lei (Rm 7.1-4). Esse novo sistema não significa que o cristão tem o direito de viver sem lei alguma. “Livre da lei” não quer dizer “livre para pecar”. Antes significa que estamos livres para fazer a vontade de Deus. Obedecemos não por uma compulsão exterior, mas por um constrangimento interior (II Co 5.14; Ef 6.6)

Porque o juramento de Deus não pode ser quebrado (vv. 20-22)



Nenhum sacerdote da ordem de Arão foi ordenado e estabelecido com base em um juramento pessoal de Deus. Os sacerdotes araônicos ministravam “conforme a lei de mandamento carnal [físico]” (Hb 7.16). Sua adequação moral ou espiritual não era examinada. O importante era o sacerdote pertencer à tribo correta e preencher os requisitos físicos e cerimoniais corretos (Lv 21.16-24).

O sacerdócio celestial de Jesus Cristo foi estabelecido com base em sua obra na cruz, em seu caráter (Hb 2.10; 5.5-10) e no juramento de Deus. “Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque” (Hb 7.21; Sl 110.4). Atente para essa declaração: “O Senhor jurou e não se arrependerá [voltará atrás]”. A questão foi resolvida definitivamente e não pode ser mudada.

A presença desse juramento dá ao sacerdócio de nosso Senhor Jesus um grau superior de permanência e certeza. Jesus Cristo é o “fiador de superior aliança” (Hb 7.22). O termo “fiador” significa “aquele que garante os termos de um acordo serão cumpridos”. Como mediador entre Deus e o homem (I Tm 2.5), Jesus Cristo é o Grande Fiador. Nosso Salvador ressurreto e eterno garante que os termos da Lei serão cumpridos em sua totalidade. Deus não abandonará seu povo. Mas Cristo não apenas nos garante que Deus cumprirá sua promessa, mas, como nosso representante diante de Deus, também cumpre perfeitamente os termos da lei em nosso nome.

Porque sendo homens, os sacerdotes morriam (vv 23-25)


O sacerdócio não era apenas imperfeito como também era interrompido pela morte. Houve muitos sumos sacerdotes, pois nenhum sacerdote viveria para sempre. A igreja pelo contrário, tem um Sumo Sacerdote, Jesus, o Filho de Deus, que vive para sempre! Um sacerdote imutável significa um sacerdócio imutável, o que, por sua vez, significa segurança e confiança para o povo de Deus. (Hb 13.8).

Qual é a conclusão dessa questão? Hebreus 7.25 declara: “Por isso [porque Ele é o Sumo sacerdote eternamente vivo e imutável], também pode salvar totalmente [para sempre] os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles”. A base para essa salvação completa é a intercessão celestial do Salvador. O termo “interceder” significa “ir ao encontro, apelar para, fazer uma petição”. Não se deve imaginar que Deus Pai esteja irado conosco de tal modo que Deus Filho deve sempre apelar ao Pai e suplicar que não julgue o seu povo! O Pai e o filho estão de pleno acordo quanto ao plano da salvação (Hb 13.20,21). Também não devemos imaginar Jesus proferindo orações em nosso favor no céu ou “oferecendo seu sangue” repetidamente como sacrifício. Essa obra foi consumada na cruz de uma vez por todas.

A intercessão diz respeito à forma de Cristo representar seu povo diante do trono de Deus. Por meio de Cristo, os cristãos podem achegar-se a Deus em oração e também oferecer sacrifícios espirituais para Deus (Hb 4.14-16; I Pe 2.5). Alguém disse bem que a vida de Cristo no céu é sua oração por nós.

Nele, que é Maior que tudo e todos

Pr Marcello de Oliveira
Bibliografia: Wiersbe, Warren. Comentário Bíblico. Geográfica Editora 2006
Fonte: +Jesus

sábado, 18 de abril de 2009

RAZÕES BIBLICAS PARA LUTAR CONTRA A PORNOGRAFIA
Por que eu deveria ir a uma conferência sobre pornografia? Eu perguntava a mim mesmo: por que todo esse barulho? Com a pobreza, abusos de crianças, vícios de drogas, aborto e AIDS aparecendo nas notícias, por que juntar-me a outra “anti” causa?

No entanto eu fui ao encontro. Depois de ouvir, chocado, as evidências dos malefícios da pornografia em nossa sociedade, eu decidi juntar-me à cruzada pela sobrevivência dos valores que me são tão importantes e do país que eu amo. Deixe-me explorar com você algumas razões porque cada cristão deveria se juntar à luta contra a pornografia.

PORNOGRAFIA LEVA À IDOLATIA. A verdade central da religião cristã é a fé em um único Deus Santo. “Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto”, disse Jesus (Mt 4:10). A história do antigo oriente médio documenta a decadência das nações que adoravam deuses da fertilidade usando órgãos sexuais como seus símbolos e protituição como forma de adoração. Deus, no final das contas, puniu estas nações sem misericórdia, como Ele fez com seu próprio povo quando ele caiu nestas práticas pagãs. Pornografia supre os símbolos, os rituais, os estímulo e o credo para adoração do corpo humano e de seus impulsos sexuais ao invés do eterno Espírito, o Deus Jeová.

PORNOGRAFIA É ANTI-CRISTÃ. Deus abomina tudo o que é imoral, sexualmente pervertido, associado a idolatria e a luxúria. “Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, … herdarão o reino de Deus … o corpo não é para a impureza, mas, para o Senhor” (1 Co 6:9-13). As Santas Escrituras exortam em Ef 5:3 e Ef 5:11: “Mas a impudicícia e toda sorte de impurezas ou cobiça nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos” e “não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as”.

PORNOGRAFIA DESTRÓI AS RELAÇÕES HUMANAS NORMAIS. Jesus ensinou que nós somos protetores de nossos irmãos. De fato, nós somos guardiães uns dos outros. Pornografia dita que a satisfação dos próprios desejos de alguém é tudo o que importa. Ignorando a praga da gravidez indesejada com seu resultado: o aborto. Deixa pelo seu caminho casamentos destruídos, crianças separadas e molestadas, jovens desiludidos e vizinhanças deterioradas. Os produtores, promotores e participantes não se preocupam com essas coisas.

PORNOGRAFIA ATACA MULHERES E CRIANÇAS. O Cristianismo estabeleceu um lugar especial e de honra à mulher e a criança. Há séculos, quando ninguém olhava por elas nas sociedades pagãs, a Palavra de Deus deu-lhes dignidade e valor. Pornografia explora as mulheres como ferramentas descartáveis para a satisfação da luxúria masculina. Crianças são abusadas mentalmente, emocionalmente, fisicamente e espiritualmente para satisfazer as compulsões hedonistas dos viciados em sexo. Os seguidores conscientes do Senhor Jesus não podem dar as costas a este comportamento destrutivo.

PORNOGRAFIA VICIA. Pornografia envolve seus usuários como uma corda sempre apertando mais através de seus impulsos sexuais. O apóstolo Paulo descreveu este processo assim: “obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração, os quais, tendo-se tornado insensíveis, se entregaram à dissolução para, com avidez, cometerem toda sorte de impureza” (Ef 4:18-19).

PORNOGRAFIA É ANTI-SEXO. A Bíblia descreve o sexo como um belo presente e cheio de propósito de Deus para o homem e a mulher. Ele projetou o enccontro sexual entre o marido e a esposa para se uma fonte de prazer mútuo, bem como o meio para perpetuar a Sua criação. Ele deu ao marido e a mulher a incrível capacidade de realizar o milagre de trazer a existência alguém à Sua imagem. Não é maravilhoso que este processo esteja “empacotado” em um relacionamento de intensa alegria, fisicamente, emocionaImente, espiritualmente e socialmente? Portanto, não seria de se espantar que Satanás atacasse justamente este ponto central da criação de Deus. Desde o início ele tem se determinado a destruir o sistema que executa o mandamento original de Deus “E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai” (Gn 1:28b). Na demoníaca contradição ao plano de Deus, a pornografia promove a satisfação física sem amor, sexo sem responsabilidade, união sem obrigação pelas conseqüências,
e exercício do privilégio sem nenhum cuidado com as conseqüências eternas originalmente projetadas para acompanhá-lo.

PORNOGRAFIA E AMBIÇÃO SÃO PARCERIAS NA MALDADE. Ambição, de acordo com as Escrituras, desgosta a Deus e é destrutivo para a humanidade. Em contraste, Deus exorta em Sua Palavra que nós vivamos pelo nosso trabalho honesto. Os poucos capitães da indústria pornográfica levam vantagem das massas para seu próprio ganho, apesar dos impactos destrutivos nas vidas e na sociedade. Tanto produtores como revendedores ganham altos lucros. Os cofres do crime organizado estão abarrotados com o ganho proveniente da pornografia. Todos os estudos governamentais documentam umas poucas famílias do crime organizado controlam a distribuição nacional de pornografia pesada (hard core). (Final Report, Attorney Generals Commission on Pornography, Volume 1 at 912-17.)

PORNOGRAFIA AMEAÇA A SOCIEDADE OCIDENTAL COMO NÓS A CONHECEMOS. O sistema de valores judaico-cristão foi por muito tempo o fundamento moral e espiritual de nossa sociedade livre. Homens e mulheres são socialmente, economicamente e politicamente livres apenas onde eles também são livres das forças escravizadoras do mal. Pornografia é uma destas forças mais escravizantes. Coloca indivíduos e toda a sociedade longe de tudo que é bom e divino. Como o ex-chefe de justiça, Warren Burger, mencionou, “…pornografia pesada (hard-core) apodrece a base da sociedade.”

PORNOGRAFIA DESVIA MILHÕES DE DÓLARES EM IMPOSTOS. Ela corrompe vizinhanças, destrói casamentos e famílias e trabalha junto ao crime organizado. A razão mais forte para que a indústria da pornografia seja eliminada deveria ser seu desafio ao Deus Todo-Poderoso. Pornografia é aint-Deus em suas pré-suposições e anti-cristã em sua prática. Ela destrói tudo que é precioso aos olhos de Deus, que fez tanto o homem como a mulher para experimentar o amor e o sexo como um presente belo, alegre e produtivo. Ela destrói crianças que deveriam ser tanto fruto de um casamento amoroso como beneficiários de uma sociedade moral e sadia.

O QUE A BÍBLIA DIZ ACERCA DA PORNOGRAFIA

Do Gênesis ao Apocalipse, Deus enfatizou os mesmos princípios várias vezes. Você não pode misturar trevas e luz, você não pode se juntar ou colocar-se debaixo de conselho de algo que não é de Deus sem se corromper.

Lv 20:7, Sl 101:3, Pv 6:25-29; Pv 7:4-27; Pv 23:7; Pv 31:10

Mt 5:27-28; Jo 5:14; Rm 6:11-14; 1 Co 6:12-20; 1 Co 7:1

1 Co 7:8-9; 1 Co 7:37; 1 Co 10:13; Gl 5:16-17; Gl 24;

Ef 2:3-6; Ef 4:18-19; Ef 5:3; Ef 5:11; Fp 4:8

1 Ts 4:3; Tt 2:11-12; Tt 3:3-5; Hb 2:18; Hb 4:15-16; Hb 13:4

Tg 1:12-14; Tg 4:1; Tg 4:7-8; 1 Pe 1:14-16; 2 Pe 1:4; 2 Pe 2:9

1 Jo 2:16,17; Jd 18-21; Ap 14:4

cinco razões para livrar sua comunidade da pornografia

ECONÔMICA. Consumo de pornografia adiciona custos aos serviços de polícia, tribunais, cadeias, etc… especialmente em comunidades que têm lojas “para adultos”, cinemas e lojas de “peep-show”. Consumo da pornografia promove o o negócio da prostituição nas comunidades, e aumenta o custo de tratar com esse problema. Essas áreas da cidade onde a pornografia ilegal é consumida, outros negócios são afetados, transformando a área em lugar evitado pelos negócios sérios e deteriorando a vizinhança.

SEGURANÇA E SAÚDE PÚBLICA. Pornografia promove comportamente sexual que espalha o vírus da AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis, muitas das quais estão crescendo em ritmo alarmante. Lojas e barracas de “Peep-show” e os chamados cinemas e teatros “adultos” são simplesmente locais de masturbação ou onde ocorre intercurso sexual ilegal. Eles proliferam as doenças e a saúde pública é ameaçada. Seqüestro, moletação de crianças e outros comportamentos sexuais agressivos são causados e promovidos pela pornografia, especialmente pela pornografia pesada (hard-core). Isto compromete a segurança de nossas famílias, já que muitas mulheres e crianças estão diariamente sob risco de serem atacadas por usuários de pornografia pesada.

SAÚDE MENTAL. Pornografia é a professora de educação sexual de nossas crianças e adolescentes. O grupo etário que vê - consome - pornogrfia mais que qualquer outro grupo etá entre 12 e 17 anos de idade. Pode-se prever que este grupo etário é o mais negativamente afetado pela exposição à pornografia. Isto é pior se a pornografia é violenta, se a exposição se dá em pouca idades, e se a exposição resulta em uma experiência traumática ou experiência super-estimulante. Crianças e adolescentes, a menos que ensinadas com cuidado, de maneira sistemática, acreditarão que o comportamente anormal mostrada na pornografia é normal. Eles crescerão com a idéia irrealista, freqüentemente mórbida, do que esperar de um relacionamento sexual. Isto é extremamente perigoso perigoso para a saúde mental das crianças e adolescentes e é um dos fatores de predisposição e pré-condicionamento que levam a desordens, desvios e disfunções sexuais. A pornografia não ajuda mas causa casamentos instáveis, aumento dos divórcios e evita que jov adultos tenham a intimidade social que necessitam.

MORALIDADE. Nossa sociedade caminha grandes distâncias no sentido de tirar o melhor de nós os cidadãos, para promover e desenvolver as melhores qualidade. A pornografia, no entanto, apela aos interesse sexuais mais baixos. Ela toca em nosso lado negro e traz para fora o que há de mais perverso. Ela promove a degradação da mulher. Isto é intolerável, inaceitável, um estigma social. É errado cultural e moralmente a promulgação desenfreada da propaganda degradante e desumanizadora. Isto não é a coisa certa a se fazer. É imoral tratar as mulheres como objetos para venda, uso e abuso. A mulher não é apenas um brinquedo. Nenhuma sociedade que tolera - permite ou promove - o abuso seletivo de mulheres e crianças pode chamar a si mesmo de boa. Está, na verdade, produzindo degradação e auto-destruição.

RELIGIÃO. Igualdade não promovida pela pornografia; desequilíbrio de poder sim. Imoralidade sexual e promiscuidade são promovidos pela pornografia. Os comportamentos e atitudes encorajados pela pornografia são especificamente proibidos em virtualmente todas as religiões no mundo - e por uma boa razão. A imagem de Deus na humanidade não pode sobreviver junto com os desvios provocados pela pornografia. Como a Religious Alliance Against Pornography (Aliança Religiosa Contra a Pornografia) diz: “Pornografia é u mal que deve ser eliminado.”

Resumido de National Coalition for the Protection of Children and Families
Clyde E. Van Valin - Site O MOSES recebeu este texto pelo e-mail de Nilson A. de Cara

Fonte: Sexo Cristão

quinta-feira, 19 de março de 2009

É hora de decisão no Vau de Jaboque

“Levantou-se naquela mesma noite, tomou suas duas mulheres, sua duas servas e seus onze filhos e transpôs o vau de Jaboque. (…) ficando ele só; e lutava com ele um homen, até o romper do dia.Vendo este que não podia com ele, tocou-lhe na articulação da coxa; desloucou-se a junta da coxa de Jacó, na luta com o homen. Disse este: deixa-me ir, pois já rompeu o dia. Respondeu Jacó: Não te deixarei ir se me não abençoares. Perguntou-lhe, pois: Como te chamas? Ele respondeu: Jacó.
Então, disse: Já não te chamarás Jacó, e sim Israel, pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste.
Àquele lugar chamou Jacó, Peniel, pois disse: Via a Deus face a face, e a minha vida foi salva. Nasceu-lhe o sol, quando ele atravessava Peniel; e manquejava de uma coxa. “(Gênesis 32:22-31)
Todos conhecemos a história de Jacó, que segundo a Bíblia, ao nascer, recebeu este nome, pelo modo que saiu do ventre de sua mãe:
“E, depois, saiu o seu irmão, agarrada sua mão ao calcanhar de Esaú; por isso, se chamou o seu nome Jacó.” (Gênesis)
Logo depois, Jacó enganou seu pai Isaque, usando da astúcia e mentira para roubar o direito da primogenitura de seu irmão Esaú:
“E ele disse: Veio teu irmão com sutileza e astúcia e tomou a tua benção.Então disse ele: Não foi o seu nome justamente chamado Jacó? Por isso, que já duas vezes me enganou…” (Gênesis 27:35,36)Alguns anos depois, Jacó, que fugira do seu lar, devido a ameaça de morte feita a ele por Esaú, a caminho da reconciliação com o mesmo, passa o Vau de Jaboque e luta com um anjo.
O Vau de Jaboque é lugar de mudança de caráter.
É onde podemos decidir se queremos continuar tentando enganar a Deus e a nós mesmos, estagnados numa vida cheia de pecados ocultos ou nos entregamos 100% e rasgamos nossos corações diante Dele para sermos verdadeiramente transformados.
Foi ali que Jacó resolveu sepultar o seu ‘eu’, e decidiu largar o engano, a mentira, a astúcia que o acompanhava desde o seu nascimento. Ali o Anjo do Senhor mudou o seu nome para Israel, que significa: ‘aquele que luta com Deus’.
O Senhor mudou o seu nome: agora, o antes chamado Jacó (enganador), se chama Israel (o que luta pela presença de Deus).
Creio que nós, como Igreja temos muito a aprender com este passagem bíblica.
Pois a Igreja Evangélica têm passado momentos difícies e lamentáveis, com o envolvimento em escândalos variados, péssimos testemunhos e outros tristes fatos que insistem em tentar manchar a imagem da Noiva de Cristo perante o mundo.
Quando então, tomaremos posição ante estes tristes problemas e passaremos, como Jacó, no ‘vau de Jaboque’, dispostos a deixar os embaraços deste mundo e lutarmos para ver Deus face a face?
É hora de decisão.
O Senhor precisa mudar completamente o nosso caráter e a Igreja precisa seguir urgentemente o exemplo de Jacó.
É preciso muita coragem para “mudar de nome”, sepultar os nossos erros e mostrar ao mundo uma verdadeira transformação de vida.
Ainda que o Anjo do Senhor, também toque ‘a juntura de nossa coxa’ e que mesmo ‘mancando’ possamos sepultar o Jacó (todo engano e mentira) e renascermos como o ‘verdadeiro Israel de Deus’.
Vivendo como Igreja santa, vitoriosa e longe de todo recurso humano, somente dependendo da grande e poderosa presença do Senhor.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

A Adoração e o Conhecimento da Palavra

por Peter Davids
O conhecimento bíblico é absolutamente indispensável para a adoração. Em primeiro lugar, mesmo compreendendo o que a adoração significa, é preciso que ela esteja baseada no conhecimento bíblico. Os termos bíblicos usados para “adoração” são os mais antigos e, sendo assim, para entender o que significa adorar devemos começar com o estudo dos termos em seu contexto bíblico. Essas passagens não são meros textos isolados, mas fazem parte de um contexto histórico no qual vários hábitos e costumes ali descritos se desenvolveram. Por exemplo, a razão pela qual o livro de Hebreus (no capítulo 13) define a adoração como sendo o ato de repartir o fardo com as outras pessoas está relacionada com a visão que os judeus tinham de Jesus como sendo o complemento do sistema sacrificial do Antigo Testamento. Assim, para o autor de Hebreus existe a necessidade de redefinir a adoração sacrificial por causa dessa mudança.
Em segundo lugar, a adoração é a base da submissão a Deus. Sem um conhecimento bíblico adequado, como conheceremos esse Deus e como saberemos que tipo de submissão o agrada? Nós devemos afirmar que esse conhecimento virá através da pregação ou do nosso conhecimento teológico generalizado, mas é um tanto quanto problemático afirmar isso. O conhecimento teológico depende das Escrituras. Devemos ser capazes de avaliar as diversas vozes teológicas no universo cristão. Por causa dessa dependência da Bíblia, essa avaliação vai requerer uma compreensão completa do texto bíblico.
Além disso, nem todos os líderes de louvor têm uma boa base bíblica. Talvez alguns sejam como eu — uma pessoa que cresceu com a Bíblia sendo lida diariamente em meu lar. Outros não tiveram essa oportunidade e não terão profundidade bíblica suficiente para desempenhar seu trabalho sem que gastem tempo com estudo intensivo e continuado da Bíblia. E isso não acontece ouvindo sermões. Uma pessoa pode ouvir no máximo dois sermões por semana, e esses sermões precisam ser avaliados, pois nem sempre as mensagens entregues nas igrejas são equilibradas — talvez por causa da necessidade de focar em situações específicas de uma determinada congregação. A única maneira de estar certo de que estamos adorando o verdadeiro Deus de um modo que ele se agrade é estudando o texto das Escrituras de maneira pessoal.
Em terceiro lugar, a adoração contém em si mesma a Palavra, e se não temos uma compreensão perfeita das Escrituras provavelmente não entenderemos os assuntos e os símbolos dos textos sobre adoração que estamos usando. Isso pode nos levar a fazer comparações estranhas, interpretações incorretas ou até mesmo ignorar assuntos relevantes. Junte-se a isso o fato de que muitos líderes de louvor também são compositores. Como alguém pode escrever canções sem que esteja imerso nas Escrituras, a ponto da verdade bíblica estar refletida em suas letras? Além disso, depois de ser escrita, a música precisa passar por uma crítica bíblica e teológica. Uma amável figura poética pode estar sendo usada de uma maneira equivocada, ou até mesmo pode conter uma heresia. Mesmo que o autor peça para que alguém faça essa crítica para ele, o primeiro avaliador deveria ser o próprio compositor.
Em quarto lugar, o líder de louvor deve cultivar um relacionamento duradouro com Deus, em que estará liderando outras pessoas na adoração. Todos sabemos muito bem que Deus sempre (e talvez mais facilmente e melhor) é encontrado nas Escrituras. Isso significa que se alguém começa a estudar a Bíblia com o desejo sincero de conhecer a Deus melhor, essa pessoa certamente o encontrará de uma maneira que vai além do estudo racional. Talvez alguém possa dizer, “Bem, então é só abrir a Bíblia e esperar Deus falar. Porque eu deveria me esforçar em estudar se estou procurando por um encontro pessoal com ele?” A resposta é que assim como Jesus fez com os aprendizes no caminho de Emaús, Deus prefere nos explicar mais profundamente as Escrituras que apenas falar sem usar a Palavra. Ele a escreveu. Ele a preservou. Ele tem um interesse vital em se manifestar a nós através dela. E, além disso, nas escrituras nós temos dois mil anos de ação de Deus — como poderemos ter qualquer experiência com ele hoje que seja mais valiosa que dois mil anos de experiência? As nossas experiências estão baseadas e enraizadas nos atos de Deus descritos na Bíblia.
Mas podemos ir um pouco mais além. O nosso chamado como líderes de louvor e como povo que adora é sermos aprendizes de Jesus — eu prefiro usar “aprendiz” ao invés do sinônimo religioso “discípulo”. Ao olharmos para os discursos de Jesus e para os escritos de antigos aprendizes como Pedro, Tiago ou Paulo, nós vemos pessoas cujas vidas estavam impregnadas das Escrituras. Se a base da vida com Deus é seguir a Jesus e aos seus antigos aprendizes, então está claro que é impossível fazer isso sem buscarmos um conhecimento bíblico similar ao que eles tiveram.
E para finalizar, o líder de louvor precisa estudar profundamente a Bíblia, pois o seu líder no passado também o fez, e queremos ser iguais a ele.
Peter Davids é um respeitado estudioso e escritor no Movimento Vineyard. Ele tem treinado teologicamente líderes (e líderes de louvor) entre várias denominações, incluindo as igrejas Vineyard no Canadá e Alemanha, e atualmente este está envolvido com as Igrejas Vineyard dos Estados Unidos. Peter é autor e é co-autor de cinco livros e tem escrito inúmeros artigos. Atualmente ele mora em Stafford no Texas, junto com sua esposa Judith.
Artigo extraído do site www.vineyardmusic.com.br

sábado, 10 de janeiro de 2009

Há um tempo determinado para tudo

Tudo tem seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer, tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou, tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar, e tempo de edificar, tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de saltar de alegria. Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras, tempo de buscar e tempo de perder, tempo de guardar, e tempo de jogar fora. Tempo de rasgar, e tempo de coser, tempo de estar calado, e tempo de falar, tempo de amar e tempo de aborrecer, tempo de guerra e tempo de paz. – Eclesiastes ( 3: 1-8 )

Larga na frente quem consegue discernir o tempo que está vivendo. Tomo como exemplo quem está vivendo o tempo de ficar calado e confunde com o tempo de falar. Por melhor que fale não será ouvido/entendido/aceito - Pode até ser escutado, mais há uma grande diferença entre ser “ouvido” e “escutado”.

O tempo nos oferece a oportunidade do aprendizado. Saber esperar sem se acomodar é com certeza fruto de alguma outra experiência nossa que não foi bem sucedida, exatamente por faltar a sabedoria de não saber esperar o tempo certo – a ocasião propícia – o momento exato de agir - na medida certa.

Uma das dificuldades dos tempos em que vivemos é o de não se ter paciência. Gostamos de tudo muito rápido; na hora. – Vivemos o tempo do instantâneo. Não gostamos de esperar. Esperar incomoda, inquieta, impacienta, principalmente se estamos sofrendo algum tipo de pressão, injustiça, incompreensão. Se estamos sofrendo algum tipo de desgaste, queremos resolver logo, rapidamente. Nesses momentos quase sempre nos esquecemos das lições que o tempo já tentou nos ensinar, de que é preciso ter paciência, pois como diz o adágio popular: “não há mal que sempre dure”.

O escritor de Eclesiastes diz que: “tudo tem o seu tempo ” e “que tudo passa” - Sábio é quem adquire a experiência com as lições do tempo.Saber esperar não é se acomodar ás circunstâncias, - é antes aguardar o momento certo de agir.

Talvez você já viveu ou está vivendo o tempo onde faz o melhor que pode, com maior motivação, mas não é reconhecido nem valorizado. Quem deveria ver e valorizar não vê e se vê não valoriza. As vezes, outro que não faz por merecer é visto, valorizado e colocado numa posição de destaque. Nesses momentos o impaciente se sente injustiçado - e, é. Porém, é tempo de continuar fazendo melhor ainda o que já vinha fazendo bem feito, pois esse é o tempo de doar-se – tempo de falar sem palavras - é tempo de estar calado - tempo de aprender com o tempo – tempo de ser curtido - tempo de carregar pedras. Há esses tempos!

Mas calma, paciência! Vai Passar. Tudo passa!

O problema da natureza humana é obter este domínio. Ela não suporta esperar; principalmente se essa espera é na dor, por qualquer que seja a causa. Nestes tempos, os segundos parecem eternos. O tempo parece parar. Note, parece! A essa altura já podemos indagar. Qual é o seu tempo? É o de “saltar de alegria”?. Se é, curta-o alegremente intensamente, sem culpa, da melhor maneira possível, pois esses momentos são raros na vida dos mortais. Se não é, aguarde um pouco mais, pois sua vez vai chegar. Enquanto isto, aprenda com o tempo, com a experiência, pacientemente, pois nada acontece por acaso, espere o sinal verde de Deus, pois como diz o filósofo o tempo não para.


Autor: Pr. Humberto Pacheco de Andrade

Fonte: ejesus

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